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José Padilha construiu uma carreira eclética no audiovisual. Fez documentários, filmes e séries, além de videoclipes e comerciais. Trabalhou como produtor, diretor e roteirista —às vezes, exercendo duas ou três dessas funções ao mesmo tempo.
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"Eu tento ser polivalente, tento fazer um pouco de tudo", diz, na CasaFolha, o cineasta de sucessos como "Tropa de Elite" e a série "Narcos", da Netflix. "Eu gosto de fazer tudo o que tem a ver com o audiovisual e gosto muito de escrever. Acho até que o que eu faço melhor é escrever."
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Como ele afirma no curso "A Arte de Contar Histórias", escrever é essencial em uma produção cinematográfica. "Tudo vem do roteiro. No fundo, o roteiro é a alma do filme. As pessoas acham que a alma do filme é o diretor. Não é. Para mim, a coisa mais importante de um filme é o roteiro."
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Em aulas disponíveis no site casafolha.folha.com.br, Padilha argumenta que é no roteiro que o produtor se baseia para trazer um diretor, vender o projeto a um estúdio e montar orçamento e cronograma, por exemplo.
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De acordo com Padilha, seria um erro imaginar que um roteiro se parece com um livro. A menos que seja um livro de receitas, como explica em uma de suas aulas.
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"Um roteiro é uma série de instruções dadas ao diretor, aos atores e à produção", diz. "Mas é mais do que uma série de instruções, porque essas instruções têm que estar coadunadas de uma forma que conte uma história."
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Além disso, o roteirista não escreve no formato que quiser, do jeito que quiser, ele lembra. É preciso seguir uma gramática própria, em que cenas conectadas por causa e efeito formam uma sequência; sequências formam um ato; e três atos formam um filme.
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"O roteirista é o arquiteto do filme. O diretor é o engenheiro, de uma certa maneira. Ele tem que pegar o roteiro, seguir as instruções, gerar imagens e filmar o que está prescrito no roteiro", afirma Padilha. "Isso é parte da transcrição do roteiro para a cena."
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Na visão de Padilha, o diretor apenas se torna tão importante quanto o roteirista devido à soma de decisões que precisa tomar em uma produção —tipo de lente e câmera usadas, música, montagem etc.
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"É muito difícil um diretor salvar um roteiro ruim, quase impossível. Mas um diretor consegue fazer um roteiro bom ser um filme extraordinário e também consegue estragar um roteiro bom. E a maneira principal pela qual alguns diretores estragam roteiros bons, na minha opinião, é fazendo um casting errado e dando um personagem para o ator errado", afirma o cineasta.
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As aulas de Padilha estão disponíveis na CasaFolha desde novembro do ano passado, dois meses após o lançamento da plataforma da Folha que reúne cursos exclusivos de grandes personalidades. Já são 24 cursos exclusivos, e novos conteúdos são incluídos todos os meses.
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Na área de comunicação e criatividade, por exemplo, há cursos com os escritores Itamar Vieira Junior, autor de "Torto Arado", e Ruy Castro, biógrafo de Garrincha e Carmen Miranda.
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